Por Ítalo/ Atleta Teo Esportes
Fiz na NB Porto Alegre 2026 a minha quarta maratona e, a cada ciclo, percebo que a maratona me ensina uma coisa diferente. Desde a primeira, em 2024, fui entendendo melhor meu corpo, aprendendo a interpretar os treinos e percebendo que evolução nessa distância exige tempo e paciência.
Quando comecei o ciclo de Porto Alegre, era um mix de expectativa e respeito pelo que viria. Mas, conforme os treinos foram acontecendo, a confiança foi crescendo. Fiz ao longo do ciclo provas intermediárias, onde consegui meus recordes pessoais nos 10 km e na meia maratona, que mostraram que a preparação estava no caminho certo e ajudaram a confirmar que estávamos fazendo as escolhas certas ao longo do ciclo.
Essa confiança também passou pela relação construída com meu treinador ao longo desses anos. Entender o propósito de cada treino e conseguir passar feedbacks mais precisos tornam o planejamento cada vez mais individualizado.
O resultado de tudo isso foi um novo recorde pessoal na maratona: 2h52. Mas, mais do que o tempo, Porto Alegre ficou marcada por ter sido a prova em que me senti melhor correndo uma maratona. Mesmo quando surgiram as dificuldades naturais dos 42 km, consegui manter a calma, entender o momento da prova e seguir executando o plano.
No fim, acho que esse foi o maior aprendizado dessas quatro maratonas. O resultado foi importante, mas perceber o quanto evoluí como corredor foi ainda mais.





