Por Bruna Lopes, aluna TEO Esportes
Uma evolução diz muito sobre o processo. Saí de 3:22:08 em Porto Alegre, para 3:09:26 em Boston, uma maratona duríssima, em que não dá para errar nas descidas e onde é fácil perder o ritmo nas inúmeras subidas que não se resumem às quatro mais temidas. E essa evolução, pra mim, só reforça uma coisa: além da corrida, evoluir também é um ato coletivo.
Devo muito desse ciclo ao meu treinador, Gerald, e às amizades que construí na TEO. Não só pelos treinos em que muitos fizeram questão de estar comigo, mas pelo incentivo constante e por me fazerem acreditar no meu potencial.
O ciclo para Boston foi muito redondo. Cuidei da alimentação, segui a planilha de força com consistência, priorizei o recovery e planejei meus longos com subidas para chegar preparada para a prova. O treino de 28 km de ritmo, um dos mais importantes do ciclo, foi, sem dúvida, um dos melhores que fiz. Em todos os momentos, tive gente por perto, me apoiando, puxando e ajudando como podia.
Já em Boston, com uma prova exigente, meu mental estava muito preparado. Não estava nervosa antes da largada, estava feliz, tranquila e consciente do que precisava fazer e do que não podia fazer. Segurei nas descidas do início, economizei as pernas para as subidas e consegui sustentar a estratégia até o fim. Não quebrei e cruzei a linha de chegada muito feliz.
Obrigada, Teo Esportes! Essa conquista é de vocês também!





